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Gravidez na Adolescência

Posted on: 24/08/2007

 

Citação

Gravidez na Adolescência

ADOLESCENTE E GRÁVIDA

     Ser adolescente é viver um período de transição entre criança e adulto, é vivenciar novas experiências, reformular a idéia que tem a respeito de si mesmo e transformar sua auto-imagem infantil. Ser adolescente é viver entre o "ser e não ser". É um período confuso, de contradições, doloroso, caracterizado muitas vezes por atritos de família, na escola, no ambiente em que vive. É quando o adolescente deve deixar de ser criança para entrar no mundo adulto, mundo este tão desejado, mas tão temido.

A adolescência é a fase da vida em que o indivíduo é criança em seus jogos, brincadeiras, e é adulto com seu corpo, com seus novos sentimentos e suas expectativas de futuro.

E é nesse turbilhão de emoções que normalmente a adolescente começa a entrar em contato com sua sexualidade. Portanto, a gestação na adolescência ocorre por falta de informação, por desconhecer os métodos anticoncepcionais, por não acreditar que realmente pode ficar grávida , por necessidade de agredir a família, por carência afetiva, por ansiar ter algo somente seu ou como penitência (inconsciente) por ter mantido relações proibidas.

E essa gravidez é de um modo geral enfrentada com muita dificuldade. É preciso entender que a adolescente não pode assumir o risco social de uma gravidez não planejada.
Já que a gravidez significa uma rápida passagem da situação de filha para mãe, do "querer colo" para o "dar colo". Nesta transição abrupta do seu papel de mulher ainda em formação para o de mulher-mãe, vive uma situação conflitiva e, em grande parte dos casos, penosa.

Normalmente, as adolescentes não identificam com facilidade os sintomas da gravidez e, muitas vezes, não a associam ao relacionamento sexual.

Nega a gravidez, espera a menstruação, vai ao banheiro toda hora achando que menstruou, acorda e pensa: hoje vai descer…e os dias passam.

O medo e a repressão social também fazem com que a adolescente esconda a gravidez e a barriga por causa desse medo, durante os primeiros três meses (os mais importantes da gestação) a adolescente não toma os cuidados básicos, o que pode ser um problema para ela e seu bebê. Ela não quer notar que seu corpo está diferente…toma chás, faz simpatias, promessas…e o tempo continua passando…

Passada a fase da negação, finalmente ela se dá conta de que um bebê está a caminho e normalmente está sozinha , já que o companheiro foge assustado, e a família a recrimina.

A cobrança dos pais e irmãos, abalará sua auto-estima, aumentando o seu sentimento de culpa, e ela, acuada, pode deixar de estudar e até de trabalhar.

Seu emocional é fortemente abalado, a gravidez é vivida como um momento de muitas perdas. É um corte em seu desenvolvimento, a perda da identidade, a interrupção nos estudos, a perda da confiabilidade da família, muitas vezes a perda do namorado que não quis assumir a gestação, perda de expectativa de futuro, e por fim, a perda da proteção familiar.

As adolescentes devem ser amparadas e cuidadas por todas as pessoas que as cercam (família, amigos, professores, médicos), e devem ser preparadas fisicamente e psicologicamente no pré-natal, tanto para o parto quanto para o puerpério e amamentação.

É importante que as pessoas que lidam com adolescentes tenham sensibilidade para perceber o adolescente em sua totalidade física e psicológica, respeitando suas origens, seu preconceitos e tabus.

Após o parto, é necessário que ela seja acolhida e amparada para que possa continuar sua vida e tomar conta desse filho que depende dela.

É importante que a adolescente tenha a oportunidade de juntar seus pedaços e de retomar seu papel de mulher, de adolescente e de cidadã. Precisa experimentar seu papel de mãe, e de se permitir ou não ter outros relacionamentos. Planejar sua atividade sexual, repensar sua vida escolar e profissional e desenvolver sua auto-estima para poder viver plenamente.

Clarice Skalkowicz Jreissati
Psicóloga

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

A gravidez na adolescência é um problema comum em vários países e não é exclusivo das camadas mais pobres da sociedade. No entanto, em países de terceiro mundo chama mais a atenção pela crueldade que o tema envolve. Seja pelas tentativas toscas de aborto ou pela vida precária que alguns bebês terão que enfrentar por causa da falta de recursos da mãe. A falta de apoio das adolescentes que não têm como se sustentar e são abandonadas pela família e parceiro é um agravante. A Casa da Menina Mãe I, localizada no centro de São Paulo, abriga meninas recolhidas por assistentes sociais com histórias marcantes.

Foi difícil entrar na instituição. Mesmo tendo feito, dias antes, uma difícil negociação da visita com a assistente social, a entrada é bloqueada por uma das funcionárias que cuida das meninas menores grávidas. Vários olhos arregalados espiavam pela janela. Essa situação, com a decadência do centro de São Paulo como plano de fundo, gerou um clima pesado. Era possível sentir a tensão no ar. No dia seguinte, a explicação: uma das meninas foi ameaçada pelo pai da criança e todos estavam apreensivos.

O número de gestantes oriundas das classes mais pobres é maior porque elas não têm grandes expectativas e vêem no filho alguma esperança para mudar de vida. Esse fato, somado a tantos outros, fazem com que a quantidade de menores grávidas continue grande, mesmo com as inúmeras campanhas de conscientização.

A pesquisa Gravad realizou em 2006 uma enquete domiciliar com 4.634 jovens, de 18 a 24 anos e de ambos os sexos, em três capitais do país (Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre). Em relação à gravidez na adolescência (até os 20 anos incompletos), os dados indicam que pelo menos um episódio reprodutivo foi relatado por 29,6% das mulheres e 21,4% dos homens.

A maioria dos entrevistados (70%) declarou uso de proteção e/ou contracepção na primeira relação sexual. Essa taxa decai com o decorrer do relacionamento, uma vez que os parceiros "ganham confiança" entre si.

INFLUÊNCIA DA FAMÍLIA

Atualmente, com a conscientização do uso de contraceptivos, a ingenuidade das adolescentes é uma das principais causas da gravidez. Mesmo conscientes do risco, depositam toda a confiança nos parceiros. Esse é o caso de Carla (nome fictício).

A moradora da Casa da Menina Mãe I tem 17 anos e uma filha de seis meses. Ela conheceu um advogado de 43 anos em um barzinho na Praça da Árvore. Carla* encontrou nele o carinho que não tinha em sua casa e foi morar com o homem. Apaixonada, engravidou, mas o advogado afirmou que o filho não era dele e a expulsou de casa. "Fui enganada por um homem que dizia gostar de mim", diz ela. "A criança é parecidíssima com ele e agora estou aqui no abrigo esperando decisão do juiz."

As internas se mostram muito bravas no primeiro contato, olham torto e fazem cara feia. Desconfiadas, algumas se escondem. Elas conversam como se estivessem sendo forçadas e contam muitas histórias chocantes propositalmente. Como quando foram presas vendendo drogas e como é cruel a vida na rua. Tudo isso com muita naturalidade, atentas à reação do ouvinte. No entanto, com a visita constante, elas tiram a máscara e se mostram adolescentes normais. A falta de carinho e abandono da família fazem tanta falta na vida delas que em pouco tempo criam um laço afetivo muito forte com qualquer pessoa que lhes dê atenção. Elas contam suas histórias com o maior prazer, pedem para carregar seus filhos, mostram fotos e roupas ganhas.

A assistente social conta que a falta da família cria um forte laço com a criança. Mesmo que o filho não fosse desejado, ele acaba sendo a coisa mais importante em suas vidas. Um exemplo é o caso de July (nome fictício), 17. "Conheci o pai da minha família e engravidei, mas eu não aceitava. Tomei de tudo para abortar minha filha, mas não consegui. Quando minha mãe descobriu, me botou na rua. Fui morar na casa de uma amiga. Fiquei trabalhando lá, depois voltei para a casa da minha mãe", conta a menina, que chegou a estudar em colégio interno. "Minha mãe jogava tudo na minha cara. Falava que não ia aceitar a minha filha e eu só chorava, tentando me matar. Tinha dias que eu dormia no quintal da casa porque minha mãe não queria abrir a porta para mim." Ela procurou ajuda, foi parar na Casa da Menina Mãe I e desabafa: "hoje, quando vejo o rostinho da minha filha sorrindo para mim, me arrependo de ter tomado várias coisas para abortá-la. Estou muito feliz e grata a Deus por ter me dado uma filha linda e com muita saúde. Não guardo mágoas da minha mãe, a amo como minha filha".

*A citação ‘Adolescênte e grávida’ retirei do site http://guiadobebe.uol.com.br/gestantes/adolescente_e_gravida.htm
 
*A imagem e a citação ‘Gravidez na Adolescência’ retirei do space abaixo através de pesquisa na internet.

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3 Respostas to "Gravidez na Adolescência"

são muito triste isso

Fui mãe novinha e graças á Deus, tive o apoio dos meus familiares e do meu marido que na época era meu namorado…. É uma fase difícil realmente mas nada explica a emoção de ser mãe! Hoje meu filho tem 1 ano e 5 meses e ele é tudo pra mim, minha alegria, minha vida.. Não consigo me ver sem ele… E somos muito felizes, eu, meu filho e meu marido

Kel
06/11/2011 às 04:00 pm
fui mae as 19 anos mais graças á deus ja tinha concluido o ensino médio e tive apoio dos meus pais que me deram força pra enfrentar os problemas que tive km o pai da minha filha que quiz tirar ela de mim mais graças à deus deu tudo certo e to km minha filha que é tudo pra mim que agora tem um ano e tres meses e to fazendo facudade pra garantir um futuro melhor pra ela e pra mim………………te amo filha…;.

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